Palavras afiadas saem de minha boca
Cortam todos ao redor
Retalham os desavisados
Minhas palavras involuntárias
Querem dizer quem eu sou?
As flechas perfuram
Inadvertidamente
Os sapos voam
Entalados em sua garganta
Proteja-se
Posso cortar a todos e a mim mesmo
As horas se passam
Os desconhecidos esperam de braços cruzados
Que eu explique o que está acontecendo
Mas não vai acontecer
Você tem uma pá de cal?
Eu tenho o silêncio
E algumas palavras cortantes
Minha sensibilidade é bem insensível
Mas minha fraqueza e covardia são o que tenho de melhor
Escrito por Marcondes Pseudosangue às 12h34
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