Nem um pouco Hype
Somos malditos
E alimentamos nossa própria desilusão
Costumamos nos gabar de sermos o máximo
Tão espertos e estúpidos
Levantamos as mãos e mostramos nossos grilhões
Enquanto outros escondem
Nossa angústia
Nosso tédio
Nossa falta de bom-senso
Preenchem todos os espaços
Não confiamos em objetivos
Seguimos em frente
Com nossa pretensão
Agarrados aos nossos livros
E a nossa intelectualidade absurda e sem sentido
Não há charme algum em ser quem sou
Mas só posso ser eu mesmo
Sou fruto do meio
Do meio fio
Do fio da navalha
Que corre todo o tempo
Sorrio cansado e sigo em frente
Não acredito em frases feitas
Conheci você um dia
Toda feita de poesia
Seus lábios doces ondulados de veRsos
Todos os seus poros transpIrando magia
E seus olhos lacrimejanteS de enigmas
Balões voam até o mar
Pingando mel de suas doces palavras
Em dias claros e sem nuvens
As borboleTas te encantam
E saem de seus poemas
Como os fenômenos belos e sImples da natureza
Tantos caminhos ainda a trilhar
Tantos oceanos a serem descobertos e alcançados
Tudo em você é tão Natural
Exalando flores colhidAs recentemente
Sal, areia, brisa e ostras
E grandes esperanças